segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Softwares que calculam a área do SGL resolvem problemas de divisão de áreas ?

Tenho visto softwares que calculam a área do imóvel no Sistema Geográfico Local nos moldes do SIGEF para que os usuários possa estimar a área antes da certificação o mesmo a partir daí procederem com uma divisão de áreas seja por compra e venda, por partilha, permuta ou qualquer outro motivo.
Bom, de fato a metodologia usada pelos softwares disponíveis a princípio parece resolver a questão e ao mesmo tempo levanta outra dúvida: Se para calcular a área do imóvel são consideradas as altitudes dos vértices do imóvel então como saber a altitude de um vértice "virtual" a ser implantado quando dividimos uma parcela certificada ?

Vamos a um exemplo:

Certificados todos os vértices do imóvel temos uma figura semelhante a vista a seguir.

Na figura vemos a simulação de um polígono já certificado com uma área de 100,00 hectares e o proprietário decide vender uma porção exata de 20 hectares. Eu disse EXATA, nem sequer um metro quadrado a mais ou a menos.
Oras, matematicamente qualquer software pode fazer o calculo de onde ficará a tal linha divisória que criará a figura de 20 hectares, mas, quando enviado ao SIGEF terão exatos 20 hectares até a última casa decimal ??

Na figura abaixo vemos que o software usado (qualquer um deles) indicará o local para o vértice virtual ou a ser ocupado com RTK com as exatas coordenadas X e Y para que seja criada a exata figura de 20 hectares.

Agora entram os desdobramentos:


1- Se cada nova parcela tem um centro do plano topográfico local diferente então matematicamente terão áreas diferentes, logo, se uma delas está com exatos 20 hectares a outra obrigatoriamente não terão exatos 80 hectares fechando o polígono original dos 100 hectares "exatos".

2- Se a área remanescente somada a área vendida não fecha exatamente igual a soma das partes, como explicar o cartorário esta diferença ??

Neste blog em publicação anterior mostrei como usar a metodologia matemática do SIGEF em uma área grande que é então dividida em duas e a soma das partes é diferente do todo.

Voltando ao exemplo:

Em escritório o software usado define as coordenadas onde ficará o vértice ideal para que seja encontrada a área demandada pelo cliente, os tais 20 hectares, mas somente nas componentes X e Y, ou Longitude e Latitude, pois não há como nenhum software "adivinhar" qual é a exata altitude verdadeira do solo naquele ponto.

O que o software pode fazer é uma estimativa da altura entre dois pontos conhecidos, aqui no exemplo, PHTT-M-08885 e PHTT-M-08884 traçando uma linha entre os dois.

Observe na figura acima que o software usa uma linha diagonal (cor preta) entre os vértices conhecidos e então calcula a área desejada "caminhando" por esta linha até encontrar a componente Z ideal. Todavia, no local verdadeiro pode existir uma diferença desde poucos até muitos metros, como visto na linha de cor azul que seria o terreno no local.

A princípio pode não parecer muito relevante mas vamos a questionamentos que surgirão com o tempo:

Digamos que foi feita uma nova cerca no local e então um dia o proprietário vizinho faz o georreferenciamento e ocupa um ponto na tal cerca nova e encontra uma distância diferente entre o vértice PHTT-M-08884 até o PHTT-V-01234 da que está citada em documento de fé pública em cartório.
** Qual deles terá razão em uma possível demanda jurídica ??

Conclusão:

Em minha opinião pessoal, e cada um tenha a sua por favor, é de que:

A) Para calcular a área de um polígono que exige 3 variáveis = Latitude, Longitude e Altitude, não é possível fazê-lo sem a Altitude verdadeira do local, pois do contrário será um acochambre topográfico desaconselhável uma vez que é o seu nome que estará nos documentos de uma eventual, pouco provável mas possível, ação judicial.

B) Quando um cliente "exige" uma determinada área até nos metros quadrados finais para uma divisão de parcelas deve-se deixar claro ao mesmo que para um serviço correto deverá ser feito um levantamento da linha divisória nas proximidades do ponto definido pelo software e agora com as alturas corretas das proximidades selecionar o local adequado para implantar o novo vértice.

C) Como explicar ao vendedor da área que ele tinha 100 hectares, vendeu 20 e agora tem somente 79,97 hectares?

Finalmente respondendo a pergunta do título, NÃO, nenhum software sozinho resolverá uma divisão de áreas pois dividir uma fazenda não é como dividir uma figura geométrica em um papel. Há muito mais a considerar no imóvel rural como valores de terra, qualidade da terra contida em cada parcela, construção ou não de cercas novas e outros pormenores.

Caso tenha uma opinião diferente envie seus comentários e aumente o conhecimento dos colegas da área com suas experiências.

Luis Anderson Cerino Pires - Eng. Agrimensor.


domingo, 25 de setembro de 2016

CONVERTER ARQUIVOS DE COORDENADAS DO SIGEF OU INCRA i3Geo PARA CRIAR UM POLÍGONO NO AUTOCAD PADRÃO

Este arquivo de Excel contém macros que transformam o formato de coordenadas geográficas disponibilizados pelo SIGEF quanto pelo i3Geo para que possam ser convertidos em um sistema reconhecido pelo Autocad e assim redesenhar o polígono certificado e conferir sobreposições ou não com seu projeto.

IMÓVEIS CERTIFICADOS PELO SIGEF

Para executar o arquivo primeiro é preciso  buscar o arquivo de coordenadas disponível no SIGEF para o imóvel certificado.


Identificado o imóvel vamos até a página onde está o link para baixar o arquivo .CSV com as coordenadas



Na página do imóvel faça clique sobre “exportar” e escolha a opção .CSV Vértices


Será feito o download de um arquivo que o SIGEF nomeia como exportacao.csv e deve ser salvo em local onde depois será utilizado.
O nome do arquivo poderá ser qualquer um ao salvar, porém não deverá ser alterada a sua extensão de .CSV para qualquer outra.
Baixado o arquivo abra o Excel que contém as macros e caso seja mostrada mensagem de segurança para habilitar conteúdo, clique em Habilitar Conteúdo ou a macro não será executada.


Observe que o arquivo baixado do SIGEF poderá vir com as coordenadas em UTM ou Geográficas dependendo se o credenciado enviou a planilha em UTM ou Geográfica. Para o uso dessa macro este dado é irrelevante pois usará as coordenadas em graus decimais.


Clique então no botão CONVERTER PLANILHA BAIXADA DO SIGEF – VERTICES.CSV



Ao clicar abrirá uma janela pedindo para indicar qual arquivo deverá ser convertido. 


Aguarde a execução da macro, ao final será mostrada mensagem de que o conteúdo (a lista de coordenadas em UTM) foi copiada para a área de transferência do Windows, o conhecido Ctrl+C, e poderá então ser colado no Autocad.


** Importante, dado que o conteúdo fica na área de transferência é indicado usá-lo de imediato no Autocad ou guardar em um arquivo de bloco de notas, seja como TXT ou como Script do Autocad para utilizar novamente quando desejado.



Agora no Autocad o desenho da polilinha pode ser feito de duas formas:

1 – Utilizando a ferramenta nativa do Autocad chamada Script

Scritp que nada mais é que um arquivo contendo todos os comandos que serão usados para concluir qualquer tarefa. Digite SCRIPT na linha de comando e tecle ENTER.


O Autocad pede o arquivo com extensão .SCR, selecione o arquivo e então clique em OPEN



Após clicar em OPEN o Autocad desenhará o polígono e poderá então prosseguir com seu projeto.


2 – Utilizando a ferramenta nativa do Autocad Polilinha / Polyline


Após clicar na mensagem da macro e o conteúdo ainda na área de transferência basta ir a linha de comando do Autocad, clicar na linha de comando com o botão direito do mouse e escolher a opção COLAR / PASTE e a polilinha será desenhada. Aqui para ilustrar como fica o arquivo em formato texto onde já contém o comando que cria a polilinha e a fecha ao final, depois faz o zoom extents.



IMÓVEIS CERTIFICADOS NA 2ª NORMA DE GEORREFERENCIAMENTO INCRA.


Os polígonos certificados pela 2ª norma de georreferenciamento são baixados pelo site do INCRA no Acervo Fundiário i3Geo e creio eu, sempre são baixados com o nome de Geometria.CSV, e que contém todas as latitudes e longitudes dos vértices certificados.
Para recriar o polígono no Autocad usa-se o mesmo método para os polígonos do SIGEF apenas clicando no botão para converter o arquivo Geometria.CSV e ao final, colar no Script ou direto na linha de comando do Autocad.



FAZER UM CROQUI DO POLÍGONO BAIXADO DO SIGEF OU i3Geo


Para desenhar o croqui do polígono criado pelo arquivo baixado do SIGEF ou do i3Geo execute normalmente qualquer dos botões de converter os arquivos. Ao ver a mensagem que a macro foi executada, clique em OK e em seguida clique no botão para criar o croqui do imóvel.


Considerações Finais:


O arquivo de Excel deve ser usado e fechado sempre clicando no CLIQUE AQUI PARA SAIR, onde será fechado sem salvar.

Isto é necessário pois não me preocupei com refinamentos nas mensagens de erro e outros detalhes. Logo NÃO SALVE este arquivo com outro nome ou mesmo salvar com o próprio nome.

** Qualquer mensagem de erro encontrada feche o arquivo clicando no botão CLIQUE AQUI PARA SAIR e abra o Excel novamente.
Qualquer alteração no arquivo poderá gerar instabilidades e fazer com que as macros deixem de funcionar corretamente.
Enfim, este arquivo foi feito para auxiliar em seus projetos, não tendo então nenhuma garantia implícita ou explícita ou qualquer tipo de suporte e sua distribuição é gratuita a todos os interessados.

Os arquivos são gratuitos aos interessados que enviarem e-mail para luisandersoncerinopires@gmail.com

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

ACRESCENTAR MAIS PROPRIETÁRIOS NA CERTIFICAÇÃO SIGEF

Imagine a situação em que há mais de um proprietário de uma matrícula e o credenciado deseja que todos os proprietários sejam inclusos na certificação do SIGEF.
Em um primeiro momento não é possível pois a planilha ODS aceita somente um nome vinculado a um CPF, ou seja, se indicar na planilha ODS "FULANO DE TAL E OUTROS" o sistema entenderá que o "E OUTROS" é um sobrenome e não mais de um proprietário. Isto fará com que ao tentar uma nova certificação do FULANO DE TAL sozinho o sistema indicará erro informando que o CPF informado já pertence a FULANO DE TAL E OUTROS.
Para contornar esta situação o credenciado deverá proceder com a certificação normal de apenas um dos proprietários e em seguida a certificação solicitar a retificação dos dados do proprietário.

Descreverei aqui a situação onde há dois proprietários em comum para uma área, sendo um: pessoa jurídica e outro pessoa física.

O imóvel foi certificado primeiramente em nome de LUMINA CONSULTORIA IMOBILIARIA LTDA. com CNPJ 08.265.098/0001-10, no entanto existe nesta matrícula mais um proprietário, Da. SIRLEY DIAS DUTRA, CPF: 320.739.331-49.

Figura 01 - Certificação original no SIGEF ainda em nome de um dos proprietários.

Para constar no SIGEF que há mais de um proprietário primeiro fiz a certificação normal em nome de um dos proprietários: LUMINA CONSULTORIA IMOBILIARIA LTDA. com CNPJ 08.265.098/0001-10 e depois entrei na guia SIGEF de Requerimentos e protocolizei o pedido de inclusão de proprietários como visto nas figuras a seguir.
Figura 02 - Página 01 do Requerimento de Retificação de Informações

Figura 03 - Página 01 do Requerimento de Retificação de Informações
Figura 04 - Página 01 do Requerimento de Retificação de Informações
Figura 05 - Página 01 do Requerimento de Retificação de Informações
Figura 06 - Página 01 do Requerimento de Retificação de Informações
Na mesma página do requerimento para retificação dos nomes dos proprietários foi enviada uma cópia em PDF da matrícula do imóvel onde mostra que Da. SIRLEY DIAS DUTRA (Viúva de JOÃO SEVERINO DOS SANTOS, proprietário anterior) é a outra proprietária do imóvel. Como visto na figura 07. Este documento deve ser enviado como anexo para provar o argumento usado no requerimento.

Figura 07 - Matrícula do imóvel onde cita um dos proprietários

Nesta matrícula foram dados em garantia 06 Alqueires dos totais 08 alqueires e 60 litros, os quais 06 alqueires foram adquiridos em leilão pela empresa como visto na figura 08.

Figura 08 - Matricula do imóvel onde cita o segundo proprietário.

Recebido o requerimento, este entrou na fila de análise e após a análise o mesmo foi deferido e o sistema já criou nova planta e memorial descritivo com o nome de SIRLEY DIAS DUTRA ... e outros.
No caso de consulta pelo cartório na página do SIGEF da qualificação dos proprietários será possível ver que há mais de um proprietário para o imóvel.

Figura 09 - Página do SIGEF mostrando mais de um proprietário para a matrícula
Finalmente, a partir daí os memoriais e mapas em PDF já saem com a indicação de um proprietário "e outros", como vistos na figura 10.

Figura 10 - Novo memorial descritivo já com o nome do proprietário corrigido.
Uma última observação é que o código (hash) da certificação do imóvel não muda, mesmo havendo alteração nos dados.

Quaisquer comentários podem ser enviados para luisandersoncerinopires@gmail.com.

Luis Anderson Cerino Pires - Eng. Agrimensor - Incra: PHTT

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Reconstruir o polígono certificado na 2a norma de geo usando o Autocad Civil 3D

Este tutorial mostrará como usar o Autocad Civil para reconstruir um polígono já certificado pela 2ª Norma de Georreferenciamento em um arquivo de CAD.

Este procedimento pode ser aproveitado por exemplo: Reconstruir o polígono para comparação de sobreposição, aproveitamento para o CAR, visualizar no Google Earth, e outras mais que surgirem.

O tutorial é bem detalhado com muitas copias de telas do procedimento e o vídeo deste procedimento será disponibilizado no youtube o mais breve possível.


Começando:


O Autocad Civil ou Map, diferentemente do Autocad padrão e muito conhecido, possui capacidade de trabalhar com sistemas de coordenadas geográficas enquanto o Autocad padrão não o tem, pois "simula" um sistema UTM quando de fato, é somente o sistema Cartesiano (plano cartesiano X e Y, lembra?). Por isso vamos primeiro definir o sistema de coordenadas usadas em nosso trabalho, que será aqui o sistema UTM fuso 22.

Mude o espaço de trabalho do Civil 3D para Planejamento e Análise ou para quem o tem em inglês Planning and Analisis. 



Veja que agora há uma opção de definição do sistema de projeção a ser usado neste desenho clicando em Assign



Clicando no ícone aparece então os sistemas de coordenadas disponíveis para o Civil 3D. Vamos escolher não o sistema Autodesk e sim o usado pelo INCRA que é o EPSG visto abaixo.


Na janela seguinte podem ser vistos todos os sistemas de coordenadas e para encontrarmos o SIRGAS 2000 UTM fuso 22 basta digitar o código do mesmo, que é 31982 dentro da caixa SEARCH e por fim, clique em Assign para definir o sistema de coordenadas no desenho.


Agora que o sistema de coordenadas foi definido é importar o arquivo contendo os pontos (e suas coordenadas) para dentro do desenho. Para isso clique em INSERT > POINTS FROM FILE ou nos Autocad em português INSERIR  > PONTOS DO ARQUIVO.


Ao clicar será mostrada a tela vista na próxima figura, onde configuraremos o formato em que os dados serão entendidos dentro do arquivo de texto.



Aqui fazemos uma pausa no Autocad Civil 3D para mostrar como foram obtidos os pontos com as coordenadas do imóvel certificado pela 2ª norma de georreferenciamento.

Todos os imóveis já certificados pela 2ª norma de georreferenciamento estão disponíveis no site do INCRA onde encontra um link para o Acervo Fundiário i3Geo.

Uma vez na página, navegue até o local do imóvel fazendo o zoom necessário até que possa ver na totalidade o seu imóvel de interesse.


Ao clicar sobre o imóvel pode ser visto o quadro com as informações do imóvel certificado e a partir da informação num_certificação faremos um copiar/colar para a página do disponibilizador de coordenadas do INCRA.


Copiado o número da certificação, na página do disponibilizador de coordenadas cole no campo NÚMERO DA CERTIFICAÇÃO e clique em BUSCAR GEOMETRIA. Aparecerão os dados do imóvel certificado e na parte de baixo um ícone semelhante a um X verde, clique nele e a planilha Excel com as coordenadas do imóvel será baixada.


Abrindo a planilha Excel com as coordenadas podemos encontrar todos os pontos do perímetro do imóvel e a partir dela faremos algumas alterações.


A primeira alteração será remover a primeira linha da planilha onde se lê Coordenada X e Coordenada Y e em seguida inserir uma coluna a esquerda das coordenadas de longitude para que possam ser escritos os nomes para os pontos (no arquivo vêm somente as coordenadas, mas nenhum nome para os vértices).


Agora no Excel é só juntar todos os dados das colunas em uma só, usando o comando CONCATENAR do próprio Excel. Clique na primeira célula da coluna D e escreva então:
=CONCATENAR(A1&" "&B1&" "&C1).


Depois de digitar a fórmula e para usar a mesma fórmula para todas as demais linhas, clique no canto da célula D e arraste para baixo até a linha final que contem as coordenadas.

Já feito o procedimento copie tudo selecionando os dados e cole em um bloco de notas e depois salve como .TXT no local de seu projeto em outro qualquer até que seja importado pelo Autocad Civil 3D.


Voltando ao Autocad Civil 3D, havíamos parado na janela de configuração do formato de pontos a serem importados. Nesta etapa definiremos como o software entenderá o conteúdo do arquivo texto a ser importado. Assim, criamos nosso próprio formato clicando em Manage Formats / Gerenciar Formatos como visto na figura a seguir:


Ao clicar será mostrado uma janela com diversos formatos já prontos pelo Autocad, no entanto criaremos um formato próprio pois os nativos do Autocad são mais adequados aos sitemas métricos de coordenadas: Locais, UTM e semelhantes a X, Y e Z, e não ao formato de coordenadas geográficas que o INCRA disponibiliza. Então clique em NEW (Novo) e em seguida em User Point File (Arquivo de ponto do usuário).


Na janela seguinte dê um nome para o formato escolhido, maque a caixa de transformação de coordenadas geográficas para UTM e no campo a direita "Delimited By (Delimitado por)" insira um espaço em branco, clicando dentro com o mouse e teclando a barra de espaços, e por fim clique no ícone do Globo para escolher em qual fuso UTM as coordenadas serão transformadas.


Na janela seguinte defina o país como Brasil, clique no sistema de coordenadas disponível, que será o SIRGAS 2000 no fuso 22 depois em OK.


Na janela seguinte serão definidos o que cada campo do formulário carregará. Clicando sobre o texto <unused> aparece a janela de opções onde serão escolhidos nesta ordem: Poin Number (Número do ponto), depois Degree-Longitude (Graus da Longitude) depois clique em OK e depois no próximo <unused> a direita e escolha Minutes-Longitude (Minutos da Longitude), depois repita o processo para as demais informações.



Ao final teremos um formato idêntico ao encontrado nos dados do arquivo TXT já criado e como é visto na figura a seguir.


Para testar como ficou configurado, clique em LOAD e carregue o arquivo TXT criado e depois em PARSE para ver a distribuição dos dados.



Ao clicar em OK, volta-se a tela anterior e então marque o formato criado com duplo clique sobre o nome e depois em CLOSE.


Pronto, o modelo já foi criado. Na janela seguinte, clique sobre o botão de + e marque o arquivo TXT a ser importado para o desenho, depois certifique-se que o formato está correto e por fim em OK e os pontos serão carregados para o desenho.



Finalmente, os pontos estão todos no desenho em formato chamado pelo Autocad Civil 3D de COGO Point, que é diferente do POINT usado pelo Autocad padrão.
Este formato de pontos, muito usado em topografia, pode ser configurado em muitos formatos e usaremos um dos mais simples para ilustrar nosso trabalho.
Veja na imagem a seguir que o ponto está sem a identificação e somente com o símbolo.


Para personalizar o estilo do ponto clique em Point Groups > All Points e com o botão direito do mouse escolha Properties (Propriedades). 

Será aberta uma janela para a configuração do estilo de pontos e Labels (etiquetas) dos pontos. Escolha a opção vista na imagem.



Clique em Apply (Aplicar) e verá que os números dos pontos pode ser visto.


Neste exemplo foram importado 731 pontos de um perímetro já certificado, logo, desenhar uma polilinha do ponto 1 ao 731 clicando um por um será um tanto demorado. Então usaremos uma ferramenta do Civil 3D que liga automaticamente a polilinha a uma sequencia de pontos.

Esta linha de comando é bastante simples, bastando digitar 'PN  (apóstrofo PN) tecla ENTER depois digite de qual ponto a qual ponto deseja a polilinha. Aqui digitamos 1-731 que indica que desejamos uma polilinha passando pelos pontos 1,2,3,4 . . . até o 731.


Observe na figura a seguir que a polilinha sempre deve terminar um vértice antes do inicio, onde será fechada primeiro teclando ESC apenas uma vez, o que faz a linha ainda ficar no cursor do mouse e por fim clique no primeiro vértice para fechar a linha e ESC duas vezes para sair do comando.


Bom, isto finaliza o tutorial. Mas caso o usuário tenha uma conta na Autodesk (que pode ser criada gratuitamente entrando no site www.autodesk.com) fazendo o login no Civil 3D este mostra uma opção de ver na tela as imagens do Bing Maps (semelhante ao Google Earth) como pode ser visto na imagem a seguir. O menu para esta função é o Geolocation.




Então como o local já foi definido e também o sistema de coordenadas a imagem será carregada a partir do servidor (necessita conexão com a internet).


Por fim, se deseja ver o seu polígono desenhado no civil representado no Google Earth, use a ferramenta Export KML que é bem simples.








É isso. Em breve postarei um vídeo no youtube deste mesmo procedimento.
Caso tenham alguma dúvida enviem e-mail para luisandersoncerinopires@gmail.com.